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Missão & Impacto

Capacitando os Locais - Parte 3

Eduardo Mendes · 2024–2025 · Leitura de 2 min

Capacitando os Locais — Uma Maneira Estratégica de Construir o Reino (parte 3)

Em março de 2023, fui a Nosy-Be, Madagascar, visitar um vilarejo chamado Ambatozavavy. Lá, experimentei como é poderoso capacitar os locais. Os líderes dessa comunidade acordam cedo e trabalham na colheita por muitas horas. Depois, precisam encontrar tempo para atuar como guias em um Eco-Parque próximo ao vilarejo, a fim de sustentar suas famílias. Mesmo assim, eles estão comprometidos em servir a Jesus fielmente, separando tempo para o ministério!

Vi um contraste gritante ao observar a realidade deles e compará-la à nossa cultura ocidental. Recebemos salários e nos sentamos em uma cadeira confortável, com fones de ouvido fabulosos e isolamento de ruído para ajudar nosso foco. Até escolhemos entre muitos tipos diferentes de canecas para saborear nosso café!

Na Lead by the Name, simplificamos a estratégia missionária comum do Ocidente, capacitando os locais a servir com os dons que Deus lhes deu. A estratégia ocidental comum de enviar missionários é mais cara, demora mais e, frequentemente, é desnecessária. Descobrimos que os locais são capazes de um ministério eficaz quando lhes é dada a oportunidade.

Às vezes, na mente ocidental, sentimos que somos mais "capazes", mas gostaríamos de propor que se trata mais de oportunidades do que de capacidade. Se os locais pudessem ter as mesmas oportunidades, o que eles fariam?

Um exemplo é a Spoken Worldwide (www.spoken.org), um ministério focado em povos orais — culturas que se comunicam oralmente, e não pela palavra escrita. A Spoken Worldwide capacita os locais a traduzir a Bíblia para sua língua, usando uma tradução oral que fala aos seus corações. Os locais lideram os projetos. A Spoken os serve oferecendo-lhes as oportunidades da "cadeira confortável" — consultores (os livros da cultura oral), salários, ferramentas, etc.

Capacitar os locais é o caminho! Eles podem fazer o trabalho e são mais qualificados para ministrar em sua própria cultura. Ainda precisamos de pessoas indo para o exterior, mas essa não é a única nem a principal opção. É hora de capacitar os locais — com finanças e salários, treinamento e ferramentas. Podemos caminhar ao lado deles (não à frente deles) e servi-los.