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Igreja & Ministério

Dores do Crescimento: Avaliação e Feedback como Ferramentas Importantes para Pastores

Eduardo Mendes · 2024–2025 · Leitura de 2 min

Dores do Crescimento: Avaliação e Feedback como Ferramentas Importantes para Pastores.

Em 2015, começou minha jornada como pastor ordenado, levando-me por diversas esferas do serviço na igreja. Começando como filho de pastor, passei por vários papéis, evoluindo de presbítero até, finalmente, assumir o papel de um dos pastores de uma igreja localizada no Brasil. Essa jornada imersiva aprofundou minha compreensão do funcionamento interno da igreja e dos inúmeros desafios que ela envolve. Um desafio significativo centrava-se na noção de que, dentro das esferas teológicas, existe a ideia de que os pastores deveriam ser excluídos de avaliações ou feedback sobre seu trabalho.

No entanto, minha perspectiva, moldada por mais de 25 anos de experiência no setor empresarial com fins lucrativos, segue uma trajetória completamente diferente. A avaliação e o feedback emergiram como ferramentas críticas e indispensáveis para aferir resultados e garantir o alinhamento com a visão organizacional. No cenário corporativo, as avaliações de desempenho e o feedback desempenharam um papel vital no fomento do crescimento e na manutenção da eficácia geral.

A falta de mecanismos saudáveis de avaliação e feedback nas igrejas torna-se evidente em casos de liderança fraca, incompetente e egocêntrica. Pastores que usam argumentos espirituais para proteger a mediocridade e a ineficácia são expostos nessa ausência de avaliação e feedback construtivos. Em vez de cultivar um diálogo aberto para a melhoria, parece haver resistência — às vezes evoluindo para uma rejeição completa da avaliação e do feedback. Chegou-se a um ponto em que argumentos espirituais, frequentemente tirados do contexto, eram empregados para evitar receber feedback saudável e tratar dos erros ou das áreas que exigiam melhoria entre os pastores.

Minha convicção e paixão por comunicação eficaz, crescimento e alinhamento são necessárias para os pastores. Reconheço que, às vezes, há membros que não estão dispostos a se envolver em argumentações construtivas e que cruzam a linha do respeito e da razoabilidade, mas, mesmo com esse risco, os benefícios do feedback e da avaliação são essenciais para ver Deus agindo na vida do pastor, revelando humildade e desejo de crescer, como aprendemos em 1 Timothy 3:1-7.

Como a ausência de avaliação e feedback nas igrejas impacta todo o corpo, especialmente quando pastores usam argumentos espirituais para evitar críticas construtivas e impedir a melhoria?