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Reflexão Bíblica

Os Vazios que Nos Preenchem

Eduardo Mendes · 2024–2025 · Leitura de 2 min

Parece um contrassenso dizer que um vazio pode preencher. Por definição, vazio significa: "que não contém nada". Como podemos justificar nosso título: "Os vazios que nos preenchem"?

Refiro-me aos dois símbolos mais significativos do cristianismo: a cruz e o túmulo vazio. Ambos estão vazios. Quando Maria Madalena viu o túmulo vazio, ficou desesperada, pensando que alguém teria levado o corpo do Senhor Jesus (John 20:2). O túmulo vazio ainda não significava vitória para ela nem para os outros, pois ainda não sabiam que Jesus precisava ressuscitar dos mortos (John 20:9). Eles ainda não percebiam que aquele vazio inundaria e preencheria seus corações tristes e desanimados. No entanto, aquele vazio, aparente derrota, era, de fato, vitória.

Quando Jesus aparece a Maria com seu corpo ressuscitado e glorificado, ela não se contém e quer detê-lo (John 20:17). Mas ele a ordena que vá e diga aos discípulos que ele está vivo.

Quando Jesus morreu na cruz, muitas mulheres que o haviam seguido estavam ali observando (Matthew 27:55). Posso imaginar que, quando o corpo de Jesus foi retirado da cruz, a tristeza delas, ao contemplar a cruz vazia, tornou-se ainda maior. Mal sabiam elas que a cruz vazia se tornaria o mais importante símbolo de vitória. Ali estava a evidência mais válida de uma vitória que o mundo viria a conhecer.

A cruz vazia, junto com o túmulo vazio, tornou-se, ao longo dos séculos, marca indiscutível da vitória sobre a morte. Esses "vazios" preenchem nossos corações com a esperança concreta da vitória sobre a morte. A cruz e o túmulo vazio nos capacitam a fazer, sem medo, o mesmo desafio do apóstolo Paulo.

"Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão? Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo." 1 Corinthians 15:55, 57.

Mendes