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Liderança Organizacional

Personalização: Estratégia Antiga ou Nova?

Eduardo Mendes · 2024–2025 · Leitura de 2 min

Por que as organizações cristãs perderam a personalização — e por que precisamos dela de volta

Personalização: tornar pessoal ou individual.

No mundo cristão, a personalização é uma estratégia antiga e eficaz que se perdeu na cultura dos números.

Há quatro livros na Bíblia chamados Evangelhos — Mateus, Marcos, Lucas e João. Cada um tem suas próprias características, público e autor. O que eles têm em comum é a história de Jesus Cristo. O livro de Marcos foi escrito por Marcos com forte influência de Pedro, um dos 12 homens que andaram com Jesus Cristo e aprenderam aos seus pés. É um livro focado nas ações de Jesus Cristo, no qual encontramos lições preciosas de sua intenção e de seu coração durante seu tempo na terra.

Diferentemente do que frequentemente vemos hoje, Jesus Cristo não se concentrou nas multidões que o seguiam. No Evangelho de Marcos, vemos que, com frequência, sua prioridade eram os 12, não a multidão. Em um artigo da McKinsey, notamos que uma das realidades do nosso mundo hoje é a personalização. Os negócios envolvem trabalhar para a multidão, mas também aprender a personalizar produtos para criar experiências memoráveis e clientes leais. O desejo das empresas de personalizar está ligado à sua necessidade de sobreviver!

O desejo das empresas de personalizar está ligado à sua necessidade de sobreviver!

Os ministérios cristãos — aqueles enraizados nos ensinamentos de Jesus — deveriam ser todos sobre personalização. Mas, frequentemente, em vez de personalizar o ministério, estão se tornando mais dependentes dos números. Estão sendo engolidos pelas ferramentas de negócios que conduzem aos números como força motriz por trás de sua estratégia. Organizações estão servindo no exterior e treinando centenas a cada ano, alcançando "metas" e deixando os doadores felizes com números, mas perdendo a oportunidade de personalizar. Isso não pretende atacar organizações que estão fazendo o bem no mundo; é simplesmente a realidade de hoje. Relatórios e números estão conduzindo nosso interesse quando pedimos nomes, fotos e pedidos de oração — e não o desejo de nos conectarmos pessoalmente com aqueles que nosso trabalho mais pode impactar.

A personalização foi e é a melhor maneira de alcançar o objetivo de levar o evangelho àqueles que nunca o ouviram. A personalização traz multiplicação! O melhor exemplo dessa estratégia é Jesus Cristo capacitando os 12 discípulos para fazer a obra quando subiu ao céu. Os números não devem conduzir os ministérios; a personalização deve. Os números podem ser uma consequência útil, mas não devem conduzir a visão. Foquemos em Pedro, João e Tiago, e não na multidão!

Você concorda que a personalização é mais eficiente para alcançar o objetivo da Grande Comissão?