Série A Dança da Trindade (Parte 2): Deus Não Está Parado: Os 11 Atos que Mudam Tudo
A história da redenção não é acaso, é coreografia.
Muitas pessoas olham para a história do mundo e veem apenas uma sequência aleatória de acasos, tragédias e desencontros. Em meio às incertezas da vida cotidiana, é fácil alimentar a falsa impressão de que Deus é um observador passivo e distante, isolado em Sua majestade enquanto a humanidade caminha sem rumo. No entanto, as Escrituras Sagradas revelam uma realidade completamente oposta: o Senhor da criação jamais esteve inerte. A história da redenção é, na verdade, o desdobramento majestoso de atos soberanos e irrepetíveis, orquestrados pela sabedoria infinita do Todo-Poderoso para resgatar a criação e manifestar a Sua glória incomparável.
Cada um desses eventos bíblicos não representa um improviso diante de crises humanas, mas sim irrupções deliberadas do Eterno no fluxo do tempo terreno. São assinaturas divinas gravadas na realidade material, intervenções tão profundas que nem os homens mais sábios nem os anjos mais poderosos poderiam conceber ou imitar. Como bem observou o célebre escritor C. S. Lewis, o Deus do cristianismo não é uma entidade abstrata, estática ou impessoal: Ele é um dinamismo vivo e pulsante, uma atividade contínua de amor que se comunica, algo muito mais próximo de um drama empolgante ou de uma dança majestosa do que de um conceito filosófico frio.
Ao contemplarmos essa magnífica atuação divina ao longo das eras, a nossa alma é convocada a responder com três atitudes fundamentais: Conhecê-lo, Amá-lo e Adorá-lo. Conhecer a Deus exige mergulhar no significado de Suas obras redentoras reveladas nas Escrituras. Amar a Deus decorre do reconhecimento de que fomos alcançados por Sua iniciativa graciosa quando nada podíamos oferecer. Adorar a Deus é o ápice dessa jornada espiritual, quando curvamos nossa existência diante da Sua soberania e nos alegramos em Seu perfeito senhorio sobre todas as esferas da realidade cósmica.
Nós somos convidados a abrir os olhos da fé para enxergar a harmonia subjacente em cada detalhe do plano salvífico. A redenção humana não é fruto de esforço próprio nem de aperfeiçoamento moral autônomo, mas sim do acolhimento humilde dessa obra perfeita executada pela Trindade. Ao compreendermos os onze atos únicos e soberanos de Deus, nossos pés encontram a segurança necessária para caminhar na certeza da vitória final. Que o nosso coração se prepare com reverência e temor para conhecer cada um desses movimentos extraordinários da graça.