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Missão & Impacto

Série A Dança da Trindade (Parte 11): O Criador em um Berço: O Nascimento que Mudou a História

Eduardo Mendes · · Leitura de 2 min

Tornou-se um de nós para demonstrar os passos e nos incluir na dança.

A encarnação do Verbo eterno representa o evento mais surpreendente e revolucionário já registrado nos anais do tempo. João 1:14 declara com majestosa simplicidade: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. Aquele cujas mãos moldaram as galáxias e estabeleceram as fundações da terra submeteu-se à fragilidade de um recém-nascido, deitado em uma manjedoura humilde na pequena e desprezada Belém de Judá.

O autor da Carta aos Hebreus 2:17 aprofunda o significado teológico desse mistério ao explicar: Por isso, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo. O Criador não nos salvou por meio de um decreto celestial à distância; Ele assumiu um corpo real, sentiu fome, frio, cansaço e todas as dores inerentes à condição humana, exceto o pecado.

O nascimento de Jesus demonstra na prática a humildade radical da natureza divina. Enquanto os reis deste mundo buscam palácios suntuosos, guardas armados e roupas de seda, o Rei dos reis escolheu a companhia de animais e pastores simples. Ele veio como um bebê indefeso para nos ensinar que o ritmo do Reino de Deus se apoia no serviço desinteressado, na mansidão de espírito e no amor sacrificial, e não na ostentação do poder humano passageiro.

Ao se tornar um de nós, Cristo construiu a ponte definitiva de identificação com a nossa fraqueza e abriu o caminho para a nossa plena inclusão na dança divina. Ele viveu as fases do crescimento humano para resgatar a nossa dignidade e demonstrar como uma vida de carne e osso pode refletir a perfeição e o caráter do Criador. Contemplar a manjedoura de Belém nos constrange a abandonar todo o orgulho e a acolher com fé o Deus que se fez nosso irmão.