Série A Dança da Trindade (Parte 15): O Retorno Triunfal, Para Onde Jesus Foi e o Que Isso Significa
A ascensão não é despedida, é entronização e intercessão.
Após quarenta dias de manifestações gloriosas e instruções profundas aos Seus discípulos ressuscitados, Jesus conduziu os Seus apóstolos até as proximidades de Betânia para o encerramento visível do Seu ministério terreno. Lucas 24:51 relata com solenidade o momento da despedida: E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. Em Atos 1:9, o texto bíblico complementa que, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o encobriu aos seus olhos, selando a Sua triunfal ascensão aos céus.
A ascensão de Cristo aos céus não deve ser compreendida de forma alguma como um afastamento negligente ou abandono de Sua Igreja peregrina. Trata-se, em verdade, da Sua entronização oficial como Rei coroado de glória e honra, assentado soberanamente à destra da Majestade nas alturas. Aquele que desceu aos lugares mais profundos da terra subiu acima de todos os céus para encher todas as coisas e governar o cosmos com autoridade suprema e justiça inabalável.
O aspecto mais extraordinário desse ato redentor é que Jesus ascendeu aos céus revestido de nossa humanidade glorificada. Um homem de carne e ossos ressurretos, com as marcas dos cravos nas mãos, agora ocupa o centro do governo cósmico como o nosso fiel Sumo Sacerdote e Advogado perpétuo. As Escrituras ensinam que Ele vive continuamente para interceder por nós diante do trono da graça, garantindo a salvação eterna e eficaz de todos os que por Ele se aproximam de Deus.
Ele é a Cabeça triunfante e o Representante imaculado de uma nova humanidade redimida pelo Seu sangue precioso. Saber que o nosso Salvador e Defensor reina soberano sobre todos os poderes deste mundo nos enche de intrepidez diante das aflições cotidianas. Não somos órfãos espirituais vagando pelo mundo: a nossa âncora já penetrou o santuário celestial e está firmada no trono do Cordeiro que venceu.