Série A Dança da Trindade (Parte 23): Soli Deo Gloria: A Glória que Encerra Toda a História
Ao Pai que nos amou, ao Filho que desceu, ao Espírito que habita em nós.
Ao término desta jornada devocional e teológica pelos onze atos soberanos da redenção, a nossa alma só encontra repouso na mais pura e solene doxologia bíblica. Não restam palavras de autoexaltação humana nem espaço para jactância religiosa, pois reconhecemos com temor que toda a salvação pertence exclusivamente ao Senhor. Do início ao fim, a história da criação e da redenção foi projetada para que a magnificência do caráter divino brilhasse de forma incontestável perante todo o cosmos.
Toda a nossa adoração reverente seja tributada a Deus Pai, que nos amou na eternidade com amor imutável e incondicional, concebendo em Sua soberana vontade um plano perfeito de resgate antes da fundação do cosmos. Toda a honra seja rendida a Deus Filho, Jesus Cristo, que desceu em sublime humildade aos abismos da nossa fragilidade, assumiu a nossa carne e verteu o Seu sangue precioso na cruz para nos reconciliar com a santidade do céu.
Toda a gratidão seja consagrada a Deus Espírito Santo, que operou a regeneração em nossos corações endurecidos, derramou o Seu poder capacitador no dia de Pentecostes e escolheu fazer de nós Seus templos vivos e permanentes. É a Terceira Pessoa quem sustenta os nossos passos na jornada da fé, intercede por nós com gemidos inexprimíveis e garante a vitória final da Noiva até a bendita consumação dos séculos.
Ao Deus único e trino (Pai, Filho e Espírito Santo), que era, que é e que há de vir, pertencem todo o louvor, majestade, poder, domínio e honra, desde agora e por todos os séculos da eternidade. Que a nossa vida diária, os nossos pensamentos mais íntimos e as nossas ações no mundo sejam um eco constante desse cântico celestial irrevogável: Soli Deo Gloria! Amém e amém.